Manager, trabalho longo… como o Americano se planeja para crescer

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da heads bet: Os maus resultados do Cruzeiro de Mano Menezes, em agosto, puseram fim a uma rara longa relação entre um clube e um técnico no futebol brasileiro. Seja qual for a divisão, quase sempre os trabalhos são interrompidos durante as competições, quando as derrotas se tornam frequentes. Mas essa rotina, pelo menos no Americano, de Campos dos Goytacazes, parece estar mudando.

Na equipe da Região Norte do Estado do Rio está Josué Teixeira, desde março do ano passado, como comandante. O tradicional alvinegro, de tempos áureos em décadas recentes, se classificou, com o atual treinador, na Seletiva disputada no final do ano passado, para a fase de grupos do Campeonato Carioca desde 2019. Mas a equipe não conseguiu se salvar e terá de disputar novamente a Seletiva para não ser rebaixada. Mesmo assim, Josué ficou no cargo.

Ninguém quer precisar disputar a fase anterior, mas o planejamento é de médio prazo. Ter orçamento menor antes, para arrumar a casa e, agora, ter orçamento maior.

– Estamos com os salários em dia. Fizemos uma escolha financeira: montar uma equipe mais forte agora. Foi preciso organização financeira. Alguns jogadores foram emprestados. O clube e pessoas ligadas ao clube investiram e, agora, com o aporte da federação (Ferj), vamos montando a equipe e resguardando jovens para ativos do futuro – explica Josué, ao LANCE!.

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da dobrowin: ‘Queremos um modelo único, com sequência’, afirma Josué Teixeira

A fase anterior à que os grandes entrarão tem início em dezembro, e a pré-temporada do Americano começa na próxima quarta-feira. Jogadores têm sido anunciados nas últimas semanas, e se somam a um grupo cujos juniores foram testados na última Copa Rio (a edição de 2018 foi vencida pelo Cano) e outros atletas foram emprestados.

Elenco avaliado, contratações, projeto acima da média do tempo no Brasil… Josué Teixeira não é apenas um treinador. Na equipe de Campos, ele atua como manager. O técnico/dirigente tem função, inclusive, de projetar o futuro do clube.

– Da escolinha ao profissional, queremos um modelo único, com sequência, DNA do clube – afirma.

Naturalmente, nem tudo são flores para uma equipe pequena. O orçamento foi o menor do último Estadual (fase de grupos) e tende a ser novamente um dos mais curtos se obtida a permanência na elite após a Seletiva. Também por isso, o volante China, de 17 anos, foi para o Vasco e há outras revelações da base alvinegra nos grandes clubes do Rio.

– Ficamos com um percentual futuro. Nos resguardamos com ativos futuros em uma negociação – explica.

A base revela, o clube paga as dívidas, a equipe é montada com a cota financeira da Ferj e com parceiros. E o novo estádio ficará pronto, ao que tudo indica, em 2020. Com capacidade e 10 a 15 mil pessoas, localizado em Guarus, no complexo do CT – o antigo Godofredo Cruz foi envolvido em negociação que deu início à estruturação do novo espaço. O desejo de vencer é óbvio e constante, mas o projeto olha para frente. Hoje, plantando e saneando, para colher amanhã.

– Foi uma escolha financeira, estamos com os salários em dia. Vamos montar uma equipe mais forte agora – prevê o treinador.

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